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O Teatro Barroco Significativo durante o século XVII. Chamado de a arte da contra-reforma, o barroco é, ao mesmo tempo, uma reação ao materialismo renascentista e às idéias reformistas de Lutero e Calvino e um retorno à tradição cristã. O espírito da época é atormentado, cheio de tensão interna, marcado pela sensação da transitoriedade das coisas, pessimista e com gosto pelo macabro. A princípio sóbrio e depurado, torna-se, com o tempo, rebuscado, com abundância de metáforas. O
teatro francês, ao contrário do inglês e do espanhol, consegue adaptar-se
ao gosto refinado do público aristocrático a que se destina. Obedece a
regras muito rigorosas: o tema é obrigatoriamente imitado de um modelo
greco-romano; as unidades aristotélicas têm de ser respeitadas; a regra
do "bom gosto" exige que a ação, de construção lógica e coerente,
nunca mostre situações violentas ou ousadas; o texto, em geral em versos
alexandrinos, é muito poético. A fundação da Comédie Française por Luís
XIV (1680) transforma o teatro numa atividade oficial, subvencionada pelo
Estado. Um
período de crise começa quando, após a Revolução Puritana, em 1642, Oliver
Cromwell fecha os teatros. Essa situação perdura até a Restauração (1660). O
teatro falado é pouco original, copiando modelos da França. Mas na ópera
ocorrem revoluções que modificam o gênero dramático como um todo. Em 1637,
a ''Andrômeda'', de Francesco Manelli, inaugura o teatro da família
Tron, no bairro veneziano de San Cassiano, modelo para casas futuras. |
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