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Romantismo Teatro Brasileiro - 1ª Parte Do
século XVII ao início do século XIX o teatro é marcadamente colonial,
fortemente influenciado pelo teatro português. Os primeiros textos, como
o ''Auto da festa de S. Lourenço'', do padre José de Anchieta,
são escritos pelos jesuítas de Piratininga, numa mistura de espanhol,
português e tupi-guarani. Visam a catequese e são encenados pelos indígenas. Primeira
metade do século XIX. No reinado de D. Pedro I, surge o primeiro grande
ator brasileiro, João Caetano dos Santos. No ano seguinte, ''O
juiz de paz na roça'' revela Luís Carlos Martins Pena, cujas comédias
fazem uma crítica bem-humorada da sociedade da época. Segunda
metade do século XIX. A reação aos excessos românticos já se percebe numa
peça de transição, como ''ALição de botânica", de Joaquim Maria
Machado de Assis . Joaquim José da França Júnior ''Como se
faz um deputado'', ''Caiu o ministério'' traça, num tom bem amargo, o
painel das maquinações políticas do 2º Império. Igualmente satírico, mas
brincalhão, é o tom de Artur de Azevedo. Também Henrique Maximiano
Coelho Neto pratica, em ''Quebranto'' ou ''O patinho feio'', uma comédia
de costumes ágil e leve. Primeiros anos do século XX. De uma produção muito irregular, que se limita a copiar autores europeus, salvam-se ''Eva'', de João do Rio (pseudônimo de Paulo Barreto); ''O Canto sem palavras'', de Roberto Gomes; e ''A comédia do coração'', de Paulo Gonçalves. Mas o isolamento criado pela 1ª Guerra Mundial gera um embrião nacionalista que se manifesta, sob a forma de temática regional, em ''Flores de sombra'', de Cláudio de Sousa, e ''Onde canta o sabiá'', de Gastão Tojeiro. (ao topo) Embora o teatro seja a arte menos atingida pela Semana de Arte Moderna de 1922, uma de suas conseqüências é a criação, por Álvaro Moreira, do Teatro de Brinquedo, que estréia com ''Adão, Eva e outros membros da família'' (1927). Escrita em linguagem coloquial, coloca em cena, pela primeira vez, como protagonistas, dois marginais: um mendigo e um ladrão. Esse exemplo será seguido por Joracy Camargo em ''Deus lhe pague'', primeira peça brasileira a obter sucesso no exterior. (ao topo) Leopoldo
Fróes cria a primeira companhia inteiramente nacional depois de voltar
de Portugal, em 1908, e procura fixar uma dicção teatral brasileira, livre
dos maneirismos herdados de atores portugueses. Para seu grupo contribuem
Viriato Correa (Sol do sertão), Oduvaldo Vianna (A casa
do tio Pedro) e Armando Gonzaga (Cala a boca, Etelvina!).
Modernização
do Teatro Em
1948 o industrial italiano Franco Zampari funda, em São Paulo,
o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), marco na história do teatro brasileiro.
A posição de preponderância que ocupa deve-se à incorporação de novos
talentos: Nídia Lícia, Paulo Autran, Cacilda Becker ,
Sérgio Cardoso, e à importação dos diretores italianos Luciano
Salce e Adolfo Celli, que ajudam a formar os brasileiros Flávio
Rangel e Antunes Filho. Com o sucesso em São Paulo, o TBC abre
uma filial no Rio. Na
década de 40 alguns atores do Leste europeu refugiam-se no Brasil. Entre
eles, estão o ucraniano Eugênio Kusnet, ator e professor que vai
ter importância crucial na primeira fase do Teatro Oficina ao introduzir
com todo o rigor o método Stanislavski; e o polonês Zbigniew Ziembinski
, que, com o cenógrafo Gustavo Santa Rosa, funda Os Comediantes,
com os quais monta Pirandello, Eugene O'Neill e Arthur
Miller. O
pioneiro da moderna dramaturgia brasileira é Nelson Rodrigues,
que constrói uma obra coerente e original, expondo o inconsciente da classe
média com seus ciúmes, loucuras, incestos e adultérios. |
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